quinta-feira, 11 de julho de 2013

Palácio do Bichinho de Conta


Palácio seiscentista com frontaria principal com janelas de sacada corrida ao longo do edifício. Situado na antiga Rua Formosa (actual rua do Século), foi pertença da família Monteiro Paim, Senhores do Morgado de Alva e mais tarde Condes do mesmo nome. Ficou célebre uma filha desta Casa ,Dona Isabel -Juliana de Sousa Coutinho(1753-1793) conhecida por Bichinho de Conta, por ter sido obrigada a casar,contra sua vontade,com o 3º Marquês de Pombal e por imposição deste. Conseguindo a anulação deste matrimónio , não consumado pela sua resistência, veio mais tarde a casar com Dom Alexandre de Sousa-Holstein, Senhor do Morgado e Palácio do Calhariz, sendo os pais do 1º Duque de Palmela.




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terça-feira, 9 de julho de 2013

Palácio Lumiares (ou Cunha e Meneses)



O edifício situa-se na entrada do Bairro Alto, onde e já no século XVI existiu no local uma quinta chamada de Valverde, cujo proprietário, Bartolomeu de Andrade, mandou edificar um imponente edifício que se manteve até ao século XVIII. Porém e após alguns indícios de ruína, Dona Leonor de Távora  Cunha e Meneses (viúva de um dos Condes de Lumiares )adquiriu o imóvel, deu ordens de demolição e  fez construir o actual edifício, vizinho do palácio Ludovice. Notável pelas suas proporções e sobriedade das linhas .Com quatro frentes,ocupando todo um quarteirão sendo a principal virada a nascente. Apresentava uma planta inicial em U ,entretanto preenchida em obras posteriores.A meio do século XIX já não era habitado pela família , tendo passado ao regímen de inquilinato.Dos seu inquilinos destacam-se os Condes de Macedo ,os Castilho ,os Macedo Pereira Coutinho e os Perestrelo de Vasconcelos ,entre outros.Em 1875 foi o palácio vendido a estranhos à família .No rés do chão no nº35 da Rua de São Pedro de Alcântara funcionava no princípio do século XX a Cervejaria Germania .


 Também no rés do chão, nos nºs 11 e 13 da Travessa da Boa Hora , funcionou o famoso Bar Gingão local de divertimento que animou bastante a noite do Bairro Alto nos 70,80 e 90. 
O palácio não resistiu ao avançado estado de degradação, e actualmente só restam as paredes exteriores .
Existe um projecto de reconstrução para uma unidade hoteleira .










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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Convento de São Pedro de Alcântara




Fundado no século XVII (lançamento da 1ª pedra em 1680), por Dom António Luis de Menezes, 1º marquês de Marialva, para religiosos arrábidos da ordem de S. Francisco, foi destruído quase por completo em 1755, tendo sido a sua reconstrução iniciada em 1783. De planta em U, desenvolve-se em 3 corpos rectangulares articulados em volta de uma escadaria de 4 lanços, decorada por azulejos, que representam a estigmação de São Pedro,e que conduz a um adro sobrelevado e lajeado. A entrada para a Igreja, rasgada sob um pórtico de arcos e galilé, dá acesso simultâneo às Casas do Convento e à Capela dos Lencastres, edificada neste conjunto mais tardiamente, entre 1686 e 1692. A Igreja, de nave única profusamente iluminada por grandes janelões, é predominantemente barroca, traduzindo uma harmoniosa simbiose entre talha dourada e azulejos monocromos setecentistas. De destacar, ainda, os frescos do tecto e a tela original de Quillard, representando "A Coroação de Nossa Senhora pela Santíssima Trindade". Outro aspecto curioso desta área, que engloba a Igreja e o Convento, deve-se ao facto de ter sido constituída em necrópole de pessoas ilustres, entre as quais Manuel da Maia, sepultado na Casa do Capítulo. A partir de 1833 o Convento ficou afecto à Misericórdia de Lisboa e em 1943 passou a ser administrado, em acordo de cooperação, pelas Irmãs da Província Portuguesa da Congregação da Apresentação de Maria. Actualmente designa-se por Instituto de São Pedro de Alcântara.








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