Blog sobre Lisboa onde se compara fotografias antigas com a actualidade
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Cadeia do Aljube
O edifício actual, onde esteve instalado o Aljube, data do século XVIII, uma vez que, após o terramoto, o plano pombalino de reconstrução da cidade implicou o alargamento para norte da antiga Rua Direita da Porta Travessa da Sé, obrigando à reedificação da Cadeia do Aljube, a qual exibe um escudo, ou seja, o brazão dos Castros, que sobrepuja a porta principal. Segundo o investigador da História de Lisboa, Gomes de Brito, este brazão marca a reconstrução do edifício, no todo ou em parte, por iniciativa do Bispo do Porto, D. José de Castro, que o mandou ali colocar, à data do plano da nova cidade de Pombal. No entanto, Luis Pastor de Macedo, no seu livro Lisboa de Lés a Lés , avança a possibilidade de que, durante o domínio árabe, teria existido uma cadeia em Lisboa, denominada "Aljobbe" ou "Alchub", instalada no edifício do Aljube ou em qualquer outro que antes deste tivesse sido edificado naquele local. Para este autor, e com base na investigação do já mencionado Gomes de Brito, parece credível aceitar-se a hipótese de que este cárcere do Aljube possa remontar aos primeiros tempos da Lisboa cristã, como local de punição para crimes do foro eclesiástico. Por sua vez, em 1526, as Constituições do Arcebispado de Lisboa, publicadas em 1588, permitem verificar a existência do Aljube como tal, ao estabelecerem que as penas de prisão em matéria eclesiástica fossem cumpridas na referida cadeia. Em 1845, o Aljube foi destinado a prisão de mulheres, até à sua transferência para o Convento das Mónicas, tendo funcionado como cárcere de presos políticos, durante grande parte do período do Estado Novo. Em 1930, procurando modificar o aspecto das prisões, foram executadas obras de beneficiação no Aljube. Por fim, na década de 80, o Aljube foi reconvertido para a instalação do Instituto de Reinserção Social.
Texto retirado do Sitio da Câmara Municipal de Lisboa
LOCALIZAÇÃO
domingo, 13 de outubro de 2013
Rua da Judiaria - Alfama
Na rua da Judiaria encontra-se um pano da Muralha bastante bem conservado, com dois contrafortes pertencentes á cerca bem visiveis. Por cima da cerca foi construido um palácio do qual ainda se podem observar três vãos de janelas em mármore ,de estilo Manuelino.
Esta zona era uma pequena judiaria onde os judeus de Lisboa estavam confinados a viver, sendo que aqui teria havido uma sinagóga construida em 1379, mas mandada fechar pouco depois, porque perturbava o funcionamento das igrejas mais próximas.
LOCALIZAÇÃO
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Igreja da Memória / Chafariz do Largo da Memória
A Igreja da Memória foi fundada por Dom José I ,no local onde sofreu uma tentativa de assassínio dois anos antes em 1758, num gesto de gratidão por se ter salvo . O início das obras foi por volta de Maio de 1760, tendo-se celebrado a cerimónia do lançamento da primeira pedra a 3 de Setembro de 1760.O monarca regressava de um encontro secreto com uma dama da família Távora quando a carruagem foi atacada e uma bala o atingiu num braço.Pombal, cujo poder já era absoluto, aproveitou a desculpa para se livrar dos seus inimigos Távoras, acusando-os de conspiração. Em 1759, foram torturados e executados. As suas mortes são comemoradas por um pilar no Beco do Chão Salgado, junto da Rua de Belém.
O projecto deste templo coube ao italiano Giovanni Carlo Galli da Bibbiena (1717-1760), arquitecto e cenógrafo bolonhês autor do Teatro do Forte ouTeatro do Salão dos Embaixadores no Palácio da Ribeira (1752-1754), Teatro real de Salvaterra de Magos (1753-1792), Teatro real da Ópera do Tejo(mar.1755-nov.1755) e do Teatro da Quinta de Cima ou Teatro da Ajuda. Igualmente foi responsável pela Real Barraca da Ajuda e da sua Capela Real.
A condução das obras até 20 de novembro de 1760, esteve a cargo do arquitecto italiano. Depois do falecimento de Bibbiena, as obras continuaram; contudo, em 1762, pararam por motivos económicos, sendo apenas retomadas en Novembro de 1779. Assumindo o cargo o arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, sendo o responsável pelo piso superior da igreja, pelo zimbório, cúpula e lanternim. Em 1785, Mateus Vicente morre, ficando por concluir a torre sineira.
Em estilo neo-clássico, a igreja é pequena, mas graciosa, sendo o interior em mármore e tendo no exterior uma bela cúpula. Contudo seu pormenor mais significativo é o facto de servir de mausoléu ao Marquês de Pombal, que está ali sepultado.
Hoje é a sede da Ordinariato Castrense de Portugal/Diocese das Forças Armadas.
Chafariz do Largo da Memória
Localiza-se ao cimo da Calçada do Galvão, perto da Igreja da Memória. É uma obra do arquitecto régio Possidónio da Silva, de traço simples sobre uma base quadrada e obelisco central. Na Ajuda existia uma fonte no Palácio das Secretárias, sito na Calçada da Ajuda, onde se abasteciam os habitantes da zona. Aquando da vinda do pai do rei a Lisboa, a rainha D. Maria II ordenou a execução de obras no palácio, transformando-o em residência do seu sogro, o Duque Fernando da Saxóniaa-Coburgo-Gotha. A Vedoria da Casa Real negociou com a Câmara o aproveitamento das antigas bicas no Pátio das Vacas e na Memória para a construção de um novo chafariz. A Vedoria cedeu a cantaria que sobrou das obras do Palácio de Belém e encarregou o arquitecto régio Possidónio da Silva do encanamento das águas para a Calçada do Galvão. O Chafariz da Memória foi inaugurado em 13 de Junho de 1850. Os seus sobejos iam para a Quinta Real.
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