segunda-feira, 16 de junho de 2014

Parque das Nações /Cabo Ruivo


Parque das Nações foi a designação dada ao bairro surgido na antiga Zona de Intervenção da Expo, que inclui o local onde foi realizada a Exposição Mundial de 1998. Esta área tornou-se, entretanto, um centro de actividades culturais e um novo bairro da cidade, com perto de 15000 habitantes (prevendo-se que o total de população seja de 25000, daqui a poucos anos), com várias instituições culturais e desportivas próprias.
A sua arquitectura contemporânea, os espaços de convívio e todo o projecto de urbanização e requalificação urbana trouxeram nova dinâmica à zona oriental da cidade de Lisboa que, em1990, ainda era uma zona industrial.
Destacam-se, como exemplos da arquitectura presente no Parque das Nações, as abóbadas das plataformas da Gare do Oriente, de Santiago Calatrava, impondo a sua linha arquitectónica; o Pavilhão de Portugal, do arquitecto português Álvaro Siza Vieira, que tem por entrada uma imponente pala de betão pré-esforçado, que se baseia na ideia de uma folha de papel pousada em dois tijolos, abrindo o espaço à cidade para albergar os diversos eventos que um espaço desta escala acolhe.
O Parque dispõe de um Pavilhão do Conhecimento, um moderno museu de ciência e tecnologia com várias exposições interactivas; um teleférico transporta os visitantes de uma ponta à outra da área da antiga exposição. De referir ainda o Pavilhão Atlântico, a emblemática Torre Vasco da Gama , o Oceanário de Lisboa, um dos maiores aquários do mundo e a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, concluída em Março de 2014.
O Parque das Nações era ocupado por grandes infraestruturas industriais, nomeadamente a refinaria da Petrogal e depósitos de produtos petrolíferos (ex-Sacor e outras companhias, ocupando cerca de 50 ha), o Matadouro Industrial de Lisboa, o Depósito Geral de Material de Guerra, a Estação de Tratamento de Águas Residuais, o Aterro Sanitário e a Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos (ETRS) de Beirolas, além de diversas instalações portuárias e atividades afins.





Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo



Nos anos 1930 os voos transatlânticos entre a Europa e a América eram feitos em hidroaviões por motivos de segurança. Só depois de atravessarem o Atlântico os passageiros mudavam para aviões com base terrestre que os levavam ao seu destino final.
Sendo Lisboa a capital mais ocidental da Europa, a cidade era o terminal ideal do lado europeu dessas ligações transatlânticas. Por essa razão, o Governo Português entendeu transformar Lisboa numa grande plataforma aérea para voos internacionais. Para isso foram projectados dois aeroportos para Lisboa: um marítimo, para hidroaviões e outro terrestre para aviões convencionais. Outra razão para a construção destas infraestruturas era o facto de ir ser realizada em 1940 a grande Exposição do Mundo Português que se previa ir atrair a Lisboa muitos voos com turistas estrangeiros (isso acabou por não acontecer devido ao início da 2.ª Guerra Mundial).

Em 1938 iniciaram-se as obras dos dois aeroportos, que foram concluídas em 1940. Como aeroporto terrestre construiu-se o Aeroporto da Portela, em homenagem à Freguesia da Portela, e como aeroporto marítimo, construiu-se o Aeroporto de Cabo Ruivo, à beira do Rio Tejo e a cerca de 3 km do primeiro. Para uma ligação rápida por automóvel entre os dois aeroportos construiu-se uma via rodoviária denominada Avenida Entre-os-Aeroportos (actual Avenida de Berlim).
O sistema de voos transatlânticos funcionava com os hidroaviões vindos da América, amarando no Rio Tejo e desembarcando os seus passageiros em Cabo Ruivo. Daí, eram transportados por automóvel até à Portela. No Aeroporto da Portela eram distribuídos pelos diversos aviões que os iam levar aos diferentes destinos na Europa. Os passageiros que iam da Europa para a América faziam o percurso inverso.
O "Aeroporto Marítimo" de Cabo Ruivo foi planeado e desenvolvido pela Pan American, para servir de base à sua operação transatlântica com hidroaviões, que durou até 1945.
A ligar os dois aeroportos, foi estabelecida a via rápida chamada Avenida Entre-os-Aeroportos (actualmente Av. de Berlim). Os voos transatlânticos em hidroavião vindos da América amaravam no rio Tejo e os passageiros desembarcados em Cabo Ruivo, eram levados de carro até à Portela para apanhar voos para a Europa. O "Aeroporto Marítimo" de Cabo Ruivo foi desactivado nos finais dos anos 50.

Texto retirado do Blog No Tempo dos Araújos

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Estrada de Benfica


Estrada de Benfica é um arruamento que conecta a periferia de Lisboa, ao seu centro. Começa junto do Jardim Zoológico, em Sete Rios e, termina na rotunda das Portas de Benfica, junto à Amadora. Prefazia o início da Estrada Nacional 249 que, ligava Lisboa a Sintra. Originalmente o seu início era na Praça de Espanha, seguindo pela actual Rua Professor Lima Basto, até à zona do Jardim Zoológico, de onde seguia pelo Calhariz de Benfica até à saída pelas Portas de Benfica. No seu início partilhava o traçado rodoviário, com traçado de eléctricos.Entretanto o troço desde São Sebastião da Pedreira (Praça de Espanha) a Sete Rios foi densamente urbanizado até passar a ter denominação e sinalização própria, desanexando se assim do resto da via. Actualmente esta estrada é, na maioria do seu traçado, reservada a transportes públicos durante o dia, podendo ser usada por todo o trânsito durante a noite, sendo um acesso rodoviário secundário da periferia ao centro de Lisboa.
Entretanto o troço urbano da EN249 foi desclassificado e o seu início passou a localizar-se nas Portas de Benfica, aquando da construção da 2ª Circular.
Portas de Benfica
No século XIX existiam várias entradas para a cidade de Lisboa, mais precisamente 26. As Portas de Benfica eram um posto da guarda fiscal que assinalava o limite fiscal da capital, que terminou em 1892.
As Portas de Benfica foram dos poucos edifícios que sobreviveram à urbanização desenfreada e desorganizada da zona envolvente. Em 1996 estavam quase em ruínas como propriedade do Ministério das Finanças. A 7 de Dezembro de 1996 começaram as obras de recuperação do edifício.

Igreja de Nossa Senhora do Amparo


Antes da existência da actual Igreja de Benfica - ou de Nossa Senhora do Amparo - inaugurada em 1809, existiam duas outras igrejas, situadas sensivelmente no mesmo sítio, constituindo o lugar de culto da Paróquia de Benfica. As obras para a construção da Igreja iniciaram-se em Agosto de 1750, com um projecto do Mestre João Frederico Ludovice, arquitecto do Convento de Mafra. Os donativos para a realização desta obra foram reais e populares. A Igreja de Nossa Senhora do Amparo apresenta uma fachada de três corpos e uma torre. A planta é de uma só nave, possuindo quatro capelas laterais com telas de Pedro Alexandrino. O adro do lado nascente é enobrecido por um belo cruzeiro, que provinha da Igreja velha. O adro do lado poente cedeu parte do seu espaço, a norte e poente, para a construção do Centro Paroquial, entre 1959 e 1964.



Chafariz de Benfica




A construção começou a 17 de Julho de 1788, por ordem da Junta de Águas Livres. A água que chegava aos bicos do chafariz vinha do Aqueduto das Águas Livres, donde se fez um desvio que passa por baixo da linha de caminho-de-ferro para Sintra e atravessa o bairro de Santa Cruz.
O chafariz tem um grande muro, no qual está instalado, virado a nordeste. As duas pequenas portas que possui dão acesso a uma casa de água situada nas traseiras do chafariz. As sobras de água, na época, eram canalizadas para a quinta do desembargador Manuel Inácio de Moura onde serviam para a rega. Mais tarde essas águas passaram a ir directamente para a rede de esgotos. Hoje em dia este chafariz está fora de uso.

Palácio do Beau Séjour

O Palácio do Beau Séjour foi mandado construir pela Viscondessa da Regaleira em 1849, na Quinta Campainhas. Adquirida posteriormente pelo Barão da Glória, sofreu algumas modificações, tendo sido a fachada do Palácio revestida a azulejo e o jardim aumentado. Por sua morte, os seus sobrinhos e herdeiros encetam uma profunda remodelação dos interiores, contratando para a empreender os irmãos Bordalo Pinheiro, Maria Augusta, Rafael e Columbano, e o decorador Francisco Vilaça. 
A Quinta das Campainhas foi legada à família Dias de Almeida, que a vende aos Maristas por volta da década de 70 do século passado. No Palácio funcionaram os serviços administrativos do Colégio. O Palácio e o jardim passam para a posse da Câmara, que os restaura, sendo hoje possível admirar o famoso tecto do Salão Dourado, uma tela pintada por Columbano Bordalo Pinheiro intitulada "O Carnaval de Veneza", o lavatório ornamental de Rafael Bordalo Pinheiro, e o tecto da Galeria de Pintura pintado por Francisco Vilaça, entre outros pormenores decorativos de interesse.
Desde 1992 que neste espaço funciona o Gabinete de Estudos Olisiponense




Bairro Grandella












A fundação e construção do Bairro Grandela está ligada ao desenvolvimento industrial da cidade de Lisboa entre meados do século XIX e as primeiras décadas do século XX, e o consequente crescimento social que daí adveio. Na realidade, o advento da indústria lisboeta fez com que o número de habitantes da capital duplicasse entre 1860 e 1910, embora o tecido urbano não estivesse preparado para receber semelhante número de habitantes. 
Até ao início da centúria de Novecentos, estes novos operários e as suas famílias, vindos maioritariamente do mundo rural, ocuparam casas nobres abandonas e conventos devolutos, terrenos livres e logradouros de prédios nas zonas mais antigas da capital. Esta ocupação, muitas vezes desordenada, que deu origem aos chamados "pátios", originou vários problemas relacionados com a higiene e a saúde pública, aos quais o poder político não soube dar resposta. Desta forma, foram os particulares, nomeadamente os industriais, que tiveram a iniciativa de construir vilas e bairros para que aí se fixassem os seus operários. Foi, pois, neste contexto que Francisco de Almeida Grandela ordenou, em 1902-1904, que se iniciasse a construção da sua fábrica e do respectivo bairro de operário na antiga Quinta dos Loureiros, junto à Estrada de Benfica e à ribeira de Alcântara. O bairro, terminado em 1910, é constituído por um conjunto de 70 habitações, dispostos em dois grandes corpos edificados que formam igual número de quarteirões. Estes corpos dividem-se em dois pisos, nos quais a habitação superior tem acesso directo à rua através de escada com alpendre. Numa outra zona dos quarteirões foram edificadas as moradias unifamiliares, destinadas aos encarregados da fábrica. No topo de cada um destes blocos, foram construídos dois edifícios de grandes proporções, cuja fachada é precedida por escadaria, possuindo pórtico apoiado em seis colunas, com frontão decorado com a insígnia de Francisco Grandela, acompanhada pela divisa "Sempre Por Bom Caminho e Segue". Estes espaços estavam destinados primitivamente à escola primária e à creche dos filhos dos operários da Fábrica Grandela ; actualmente, a creche funciona na antiga escola primária, e o edifício do anterior infantário é agora ocupado pela Biblioteca-Museu República e Resistência. Catarina Oliveira DIDA/IGESPAR, I.P./ Setembro de 2007





Chafariz de Santo António da Convalescença




 A rainha Dona Maria I mandou, por provisão de 12 de Dezembro de 1791, os directores da Real Obra das Águas Livres estudarem as nascentes que pudessem vir a abastecer chafarizes nas estradas da Convalescença e das Laranjeiras. Os moradores da zona já várias vezes tinham pedido à Direcção da Real Obra a construção de chafarizes ou fontes nestes locais. O Chafariz das Laranjeiras foi edificado em menos de três anos após estes estudos, enquanto o Chafariz da Convalescença demorou mais tempo, somente foi concluído em 1817. Era abastecido com água do Aqueduto. O seu encanamento vinha desde São Domingos de Benfica encostado ao muro da Quinta da Senhora Infanta D. Isabel Maria. Este encanamento entupia-se muitas vezes por causa das raízes, por isso a Câmara, em 1849, ordenou a execução de um novo encanamento com 1846 palmos. Custou 18 961$423 réis. Os seus sobejos eram para o Conde de Farrobo, filho do Barão Joaquim Pedro Quintela.  Na sua decoração ostenta as armas reais de D. João VI. Tem um só tanque com duas bicas. 



Convento de Santo António da Convalescença




O Convento de Santo António da Convalescença foi fundado em 1640.Construído no local chamado da Cruz da Pedra, serviu durante muitos anos de hospício a religiosos enfermos que, depois de curados na enfermaria do Convento de Santo António dos Capuchos, ali se recolhiam para convalescerem, sempre assistidos por outros religiosos.
A Igreja do Convento servia também de Panteão da Família Sousa Coutinho, quando, em 1755, foi arrasada pelo Terramoto.Reconstruída após o terramoto, viria a ser demolida já no século XX.


Porta Lateral do Jardim Zoológico










terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Bairro da Lapa


Rua de Buenos Aires



Entre as velhas estradas  que comunicavam a zona ribeirinha ocidental com o interior norte,onde,a partir do século XVI,começaram a surgir vários conventos (Convento da Estrelinha,Convento de São Bento da Saúde ,Convento das Francesinhas,Convento das Brigídas ou Inglesinhas,etc) e que são as antepassadas das actuais ruas de São Domingos e da Lapa, da Santissima Trindade(actual Garcia de Orta), e Calçada das Inglesinhas (actual Calçada da Estrela), novos arruamentos vão delinear-se , uns dispondo-se paralelamente à Rua Direita da Lapa(Rua de Buenos Aires,Rua das Praças,Rua do Sacramento,Rua do Prior, etc.), cortados por outros,orientados no sentido ortogonal (Rua do Meio, Rua de São Félix, Rua dos Remédios , Rua de São João da Mata, etc.), à medida que se foi intensificando o povoamento da zona, o que se verificou, principalmente, depois do terramoto de 1755.
A população que ,anteriormente , bordejavam , ao longo das estradas, quase toda entregue à faina marítima , concentrou-se, especialmente, a sul , vizinhando a Pampulha e Santos ,e ,a leste ,penetrando o Mocambo e a Madragoa ,desenhando-se uma Lapa aristocrática, em oposição a uma Lapa popular que ,nalgumas zonas, foram conviventes.
As circunstâncias que informaram o nascimento e desenvolvimento deste bairro marcaram-no com um facies próprio,  meio urbano, meio rural, que, com uma ou outra excepção pontual, se tem mantido inalterável, o que o tornou alvo de algumas disposições legais, destinadas à conservação da sua identidade como zona residencial por excelência. Benefeciando dum ambiente calmo, nele predominam as moradias individuais , que remontam aos finais do século XVIII ,ou inícios do século XIX, emergindo de entre tufos de verdura. É este, na realidade, o tipo mais frequente de moradias apalaçadas das ruas do Sacramento, São Caetano, Pau de Bandeira, Rua do Prior e Rua de São Domingos, esta aristocratizada a partir de finais do século XVIII, apesar da sua origem popular. Noutras como a Rua das Praças, Rua do Meio, Rua da Lapa, Rua de Buenos Aires, alternam-se as moradias individuais com piturescos grupos de prédios de dois ou três andares, forrados de azulejos,com trapeira recortada ou platibanda de albarradas de loiça, que enriquecem , de colorido e vivacidade , o repousado bairro burguês. Noutros ainda, o pitoresco sobreleva-se ao arquitectónico, e destes são exemplos alguns conjuntos da Rua dos Remédios e Rua de São Félix, outrora também existentes nas ruas de Santana e São Ciro, hoje completamente descaracterizadas pelo avanço indiscriminado da construção moderna.

TEXTO RETIRADO DO LIVRO "MONUMENTOS E EDIFÍCIOS NOTÁVEIS DO DISTRITO DE LISBOA -TERCEIRO TOMO"





Antiga Embaixada Britânica





Ermida dos Navegantes

Templo de modestas dimensões,com sua fachada remantada por frotão triangular, situa-se esta pequena ermida na Rua dos Navegantes, mesmo em frente á Rua da Bela Vista, à Lapa.De grande simplicidade, apresenta também a porta e o janelão que ilumina a nave, na mesma prumada, interligados pela moldura. Sobre a fachada, de um e outro lado da porta, desenham-se duas cruzes de azulejo que referenciam estações de antiga procissão.
O maior interesse deste gracioso templo concentra-se nos azulejos que decoram a nave, do século XVIII, nos quais foram representados alguns aspectos de Lisboa, incluindo um aspecto da rua onde se encontra implantada a ermida, e uma aspecto do Convento da Esperança, ainda com o Cruzeiro dentro dum alpendre envidraçado.
Na capela-mor, há dois paineis magnificos que representam, o da esquerda, Jesus Cristo ou o Senhor dos Navegantes valendo aos marinheiros duma barca em transe de naufragar,e o da direita, As bodas de Canaã.
Pelo terremoto de 1755,os irmãos de Confraria da Caridade, que existira no Convento da Esperança,foram buscar as duas imagens, suas patronas, e levaram-nas para uns campos situados ao norte do mosteiro, onde depois edificaram, para elas, um templo privativo. Foi este templo construído em 1757 e logo se tornou ponto de atracção da população marítima, que animou com suas danças e cantares, uma importante procissão que dela saía. Foi restaurado em 1898. 

TEXTO RETIRADO DO LIVRO "MONUMENTOS E EDIFÍCIOS NOTÁVEIS DO DISTRITO DE LISBOA -TERCEIRO TOMO"




Palácio de Porto Covo de Bandeira


Palácio situado na Rua de São Domingos,esquina da Rua do Prior , construído no século XVIII, entre 1770 e 1790, para Jacinto Fernandes Bandeira, escrivão do Desembargo do Paço e Conselheiro Real, 1º barão de Porto Covo. Manteve-se na família até 1937, data em que o palácio e todo o seu recheio foram leiloados. O edifício principal e os jardins foram adquiridos pelo Estado Britânico, que entre 1941 e 1995 aí instalou a sua embaixada, o recheio artístico foi comprado por particulares e museus públicos e a capela foi entregue ao Patriarcado. Traduzindo uma arquitectura civil residencial pombalina, este palácio surge organizado em U, integrando capela como entidade semi-autónoma e tratamento diferenciado ao nível do alçado. A fachada principal do palácio, voltada a Este, apresenta-se ritmada por pilastras lisas de cantaria e estruturada em dois pisos, destacando-se o remate da zona central por frontão triangular onde se insere uma pedra de armas britânica, que veio substituir a primitiva dos Porto Covo da Bandeira. No interior, merecem destaque os lambris de azulejos, a pintura ornamental e os estuques de algumas salas do andar nobre.



                                                                Palácio do Machadinho



Com origens que remontam ao século XVII e reconstruído na segunda metade do século seguinte, este palácio sofreu transformações importantes em 1860 que destruíram a igreja e grande parte do interior. Adquirido pelo município, em 1948 é alvo de um grande restauro que recriou o esplendor perdido graças à reutilização de azulejos provenientes de outros edifícios da cidade. Destaca-se o salão com tectos estucados por João Grossi. O jardim foi redesenhado pelo arq. Ribeiro Telles.