quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Convento de Nossa Senhora da Boa Hora de Belém




O Convento de Nossa Senhora da Boa Hora de Belém foi fundado em 1758 e entregue aos religiosos Agostinhos Descalços, em substituição daquele, da mesma invocação, de onde foram deslocados no centro da cidade( no actual tribunal da Boa-Hora). 






Em 1769, a rainha-mãe Dona Mariana Vitória, padroeira do Convento, consignou o pagamento de oitenta mil réis anuais e quarenta e oito mil réis para a festa de Santa Rita. 

Em 1833, em 24 de Julho, quando da entrada do exército liberal em Lisboa era prior do Convento frei Manuel da Anunciação. 
Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.
Actualmente funciona lá o Hospital Militar de Belém.




Chafariz da Boa-Hora

Os frades Agostinhos do convento da Boa Hora recebiam por ordem régia duas penas de água das minas da Sacota e da Torre do Relógio em terrenos das Quintas Reais. Em 28 de Maio de 1834 foram extintas as ordens religiosas masculinas e a Junta da Paróquia da Ajuda tentou aproveitar essa água para a construção de uma fonte pública, solicitando em petição tal benesse à rainha Dona Maria II. Obteve autorização régia, mas enfrentou-se o problema de o convento ter sido repartido entre o regimento de Infantaria n.º 17 e o arrendatário António Mota, que tinha em sua posse parte da antiga cerca, tendo por contrato cedido as águas às lavadeiras. O chafariz acabou por ser construído, sendo inaugurado no dia de aniversário da rainha, em 4 de Abril de 1838. Contudo, o regimento de Infantaria abusava no consumo na altura das secas, ficando o chafariz sem água. Para corrigir esta situação o arquitecto régio Possidónio da Silva propôs em 1850, que o dito regimento nas épocas de seca, permitisse ao público usar a antiga bica conventual.





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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Capela do Santo Cristo


Pequena ermida manuelina, do início do século XVI, que se inseria na cerca do Mosteiro dos Jerónimos, e foi redescoberta nos anos 50 do século XX, estando actualmente localizada junto ao estádio de "Os Belenenses", dentro de um pequeno recinto murado, ladeada por um minúsculo jardim. Classificada como Imóvel de Interesse Público, destaca-se, na sua fachada, o enquadramento da porta rectangular, decorada com florões, e encimada por óculo. A coroar o templo encontram-se seis coruchéus cónicos. No interior, de nave única e capela-mor separada por arco abatido com florões nos cunhais, salientam-se os painéis de azulejos figurativos, do 3º quartel do século XVIII, que representam cenas religiosas dos monges de S. Jerónimo.









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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Central Tejo



A primitiva Central Tejo, também popularmente conhecida como Central da Junqueira, cujos edifícios já não existem, foi construída em 1908 e entrou em serviço em 1909. Programada para laborar durante um período de seis anos (1909-1914), até as CRGE conseguirem os meios necessários para a construção de um central de maiores dimensões e capacidade, acabou por prolongar o seu funcionamento até 1921, devido a dificuldades de financiamento e à eclosão da Primeira Guerra Mundial. No apogeu da sua capacidade, a primitiva Central Tejo dispunha de quinze pequenas caldeiras Belleville e cinco grupos geradores que forneciam a rede eléctrica da cidade de Lisboa. 
As obras do edifício das caldeiras de baixa pressão iniciaram-se em 1914 mas devido à conjuntura da Guerra, a nova Central Tejo só entrou em serviço em 1919 e com uma potência inicial de 6,75 MW. Com o fim da guerra, os dois turbo-alternadores alemães AEG inicialmente projectados com a potência unitária de 8 MW cada um, foram finalmente recepcionados em 1921 e elevaram a potência da central para 22,75 MW.
No final dos anos trinta, existiam onze caldeiras das quais dez eram do fabricante Babcock & Wilcox (tecnologia britânica) que queimavam carvão e uma da marca Humboldt (origem alemã)que queimava carvão pulverizado. A sala de máquinas alojava cinco grupos turbo-alternadores de várias potências e diversas marcas: Escher & Wiss,AEG ,Stal-Asea y Escher Wiss/Thompson.
Finalmente, em 1941, teve lugar a construção do edifício das caldeiras de alta pressão, o corpo de maior envergadura da central,que viria a ser ampliado em 1951 com a inclusão de mais uma caldeira. 
A Central Tejo deteve até 1950, o galardão de maior central eléctrica do País, tendo com os sucessivos aumentos de potência atingido os 60 MW.
O ano de 1951 ficou marcado na vida da Central como o início do seu ocaso: o advento das grandes centrais hidroeléctricas e o início da interligação da rede eléctrica primária no patamar dos 150 kV, relegaram a Central Tejo para segundo plano no panorama nacional de produção de energia eléctrica.
A Central Tejo foi desclassificada oficialmente em 1976 e, no ano seguinte, por decreto de nacionalização do sector eléctrico, a posse transfere-se para a EDP, que decide em 1982 a sua reconversão em Museu da Electricidade.
Em 1986, todo o conjunto da Central Tejo é classificado por decreto governamental como Imóvel de Interesse Público.
Findo o ciclo funcional da velha Central Tejo, viria a reabrir as suas portas a 18 de Maio de 1990 como Museu da Electricidade.





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