terça-feira, 9 de abril de 2013

Mercado de Santa Clara


O Mercado de Santa Clara (Mercado Oriental), localizado no Campo de Santa Clara, foi dos primeiros de uma série de edificações comerciais em Portugal a utilizar dois tipos de materiais característicos na Europa na 2.ª metade do século XIX: o ferro e o vidro, aplicados na designada arquitectura do ferro.
O projecto, desenvolvido pelo arquitecto Emiliano Augusto de Bettencourt, funcionário do Ministério das Obras Públicas, foi aprovado em 22 de Fevereiro de 1876.
O mercado foi inaugurado em 7 de Outubro de 1877.
Situa-se numa área de 1250 m2, e está construído num plano inclinado, por conveniência estrutural e para facilitar o escoamento das águas.
O edifício é constituído por uma nave central e, em corpo separado, as lojas. Os portões principais situam-se a nascente e a poente.
Foi construído pela empresa Companhia de Mercados e Edificações Urbanas, criada para a construção de mercados, e que teve a concessão por um período de 50 anos, após o qual passou para a posse da Câmara Municipal de Lisboa.
Destinava-se à venda de produtos alimentares frescos, e representou um grande progresso em matéria de condições de higiene e limpeza.
Actualmente na nave central do mercado está localizado o Centro das Artes Culinárias, da associação As Idades dos Sabores.
As lojas laterais destinam-se à venda de artesanato, antiguidades e velharias, existindo ainda alguns espaços de restauração.
O mercado está enquadrado por edifícios monumentais como as Igrejas de S. Vicente de Fora e de Santa Engrácia (Panteão Nacional) e o Hospital da Marinha.
Em redor do edifício realiza-se a Feira da Ladra, a mais antiga de Lisboa, às terças-feiras e sábados.




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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Palácio da Rosa / Igreja de São Lourenço



Implantado na Mouraria, o Palácio da Rosa assenta sobre a casa nobre quinhentista que pertenceu a Luís de Brito Nogueira, senhor dos morgados de São Lourenço, em Lisboa, e de Santo Estevão, em Beja. Por casamento, o Palácio entra para a casa dos Viscondes de Vila Nova da Cerveira, e Marqueses de Ponte de Lima, título outorgado ao 14.º Visconde. Igualmente por casamento, entra para os bens dos Marqueses de Castelo Melhor. Destruído quase na totalidade pelo Terramoto, foi reedificado no Séc. XVIII.








O Palácio da Rosa permanece na posse da família, até à sua aquisição pela Câmara Municipal de Lisboa. Neste espaço, funcionaram diversos equipamentos culturais, com destaque para o Gabinete de Estudos Olissiponenses e a Academia Portuguesa de História.





 Igreja de São Lourenço
A fundação da Igreja data de 1258 ou 1271 por iniciativa de Pedro Nogueira, médico do rei Dom Dinis, cujo morgado foi dos viscondes de Vila Nova de Cerveira e depois marqueses de Ponte de Lima que vêm a herdar os terrenos os condes e marqueses de Castelo Melhor. Em 1531 o sismo que nesse ano atingiu Lisboa causou grandes danos na Igreja, e a partir do século XVII procede-se à construção do Palácio da Rosa, que se desenvolve em articulação com a Igreja. O terramoto de 1755 causou de novo grande destruição do edifício que implicou obras de reedificação contando-se já 9 altares na Igreja em 1761, e o estabelecimento de duas irmandades. Em 1834 o altar-mor recebeu uma imagem de São Lourenço oriunda do Convento de São Camilo de Lélis. A Igreja está fechada ao culto e ao público, mas no seu interior encontram-se ainda altos silhares de azulejo do século XVIII com a representação da vida de São Lourenço.


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sexta-feira, 29 de março de 2013

Hospital da Marinha


O Hospital da Marinha é um dos mais antigos hospitais de Portugal ainda em funcionamento.
Foi criado, como Hospital Real da Marinha, pelo Alvará com força de Lei do Príncipe Regente Dom João de 27 de Setembro de 1797, sendo secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar Dom Rodrigo de Sousa Coutinho. O hospital foi construído no local do antigo Colégio de São Francisco Xavier (também conhecido como Hospício dos Jesuítas ao Paraíso fundado em 1669), tendo as obras prolongado-se até 1806. O seu edifício, na altura bastante moderno, foi projetado pelo arquitecto Francisco Xavier Fabri.

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