segunda-feira, 6 de julho de 2015

Restaurante Panorâmico de Monsanto



Em 1968, a Câmara Municipal de Lisboa mandou construir no Parque Florestal de Monsanto o Restaurante Panorâmico de Monsanto.O imponente edifício de sete mil metros quadrados, projectado pelo arquitecto Chaves da Costa, era na época de inauguração um dos mais luxuosos de Lisboa.


















LOCALIZAÇÃO



segunda-feira, 4 de maio de 2015

De Marvila a Xabregas






Edifício Abel Pereira da Fonseca





Construído em 1917, com projecto do arquitecto Arquitecto Norte Júnior.
Esta firma foi fundada em 1906 e os seus primeiros armazéns situavam-se na Rua da Manutenção a Xabregas, passando em 1908 para a Rua do Amorim. Em 1930 edificaram-se novas oficinas, armazéns, depósitos e casas de pessoal, construindo este complexo uma verdadeira “vila”.




Palácio da Mitra








Construção dos finais do séc. XVII, com alterações no séc. XVIII. Foi residência dos prelados de Lisboa, entre os quais Dom Luís de Sousa (1676-1702).

No séc. XVIII foi profundamente remodelado por Dom Tomás de Almeida, primeiro Cardeal Patriarca de Lisboa. Fez a estrada (calçada), a capela e enriquece o palácio com pinturas, tapeçarias e azulejos. A estada fazia-se por onde ainda é e era servido por cais privativo. Ao fundo encontravam-se as cocheiras. Em 1834 é incorporado da Fazenda Pública e nele morreu o Cardeal Saraiva. Várias vezes vendido, em 1902, passa para as mãos de António Centeno, que por sua vez o vende a um sócio que aqui se instala com a Fábrica Seixas de metalurgia e fundição. Os escritórios funcionariam nos salões do palácio. Nas cocheiras construiu-se a fábrica, depois ocupada pelo asilo da Mitra. Ainda teve uma fábrica de licores.

Em 1930 é adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa, a quem ainda pertence. Destacam-se no edifício: salas e escadarias ornadas de silhares de azulejos; tectos painelados, com pinturas ornamentais; painel rococó tardio no jardim superior.
Nele funcionou o museu da cidade entre 1942 e 1973, altura em que foi transferido para o palácio Pimenta no Campo Grande.




Convento do Beato




O Antigo Convento do Beato António ou Convento de São Bento de Xabregas é um convento localizado na Alameda do Beato .
Teve a sua construção efectuada no século XV, a mando do rei Dom Afonso V, com vista a ser cumprido o testamento da esposa, a rainha Dona Isabel. De acordo com o testamento, no local seria para ser construído um hospício num local onde já havia uma ermida a São Bento, com vista a poder ser utilizado pelos Bons Homens de Vilar. Estes religiosos posteriormente passariam a ser denominados por Cónegos Seculares de São João Evangelista, mas não impediu que a denominação do convento continuasse a invocar São Bento. O convento teria a denominação de Convento de São Bento de Enxobregas até ao fim do século XVI.
Foi Frei António da Conceição que depois orientou a construção do edifício que iria substituir o hospício. Este cónego já na altura tinha a fama de milagreiro e o convento passou a ter a denominação de Convento do Beato António.
Em 1633 foi terminada a obra na nova capela-mor do convento. O terramoto de 1755 provocou poucos danos ao edifício. Nele foram acolhidos os religiosos do Convento dos Lóios e passou a ser sede da paróquia de São Bartolomeu (ao Castelo).
Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o convento sofreu danos e a paróquia foi transferida para o convento de Nossa Senhora da Conceição do Monte Olivete. Nessa altura, o Real Hospital Militar veio a ocupar parte do convento. O convento sofreu um incêndio no ano de 1840, tendo-se dado a destruição da igreja e parte do convento, e o que restou foi adquirido por João de Brito, um industrial que aproveitou o local para instalar uma fábrica de moagem de cereais, panificação e malte, sendo também utilizado como armazém de vinhos.
Já no século XX, o espaço tem sido utilizado para eventos de cariz cultural e social. Foi alvo de novo incêndio em 2004, que destruiu cerca de 70% do edifício, tendo sido reaberto ao público em 2005.




Igreja e antigo Convento do Grilo




Também designado por Convento de Nossa  Senhora da Conceição do Monte Olivete e por Igreja Paroquial de São Bartolomeu do Beato (designação adquirida em 1835), a sua fundação remonta ao século XVII, pelos Irmãos Descalços de Santo Agostinho, instalados em Portugal desde 1663, e cuja construção conheceu o lançamento da 1ª pedra, por Dom Afonso VI, em 1666. Um violento incêndio destruiu completamente a igreja primitiva. Reconstruída posteriormente, não foi muito afectada pelo terramoto de 1755. Edifício de arquitectura barroca, classificado como Imóvel de Interesse Público, que apresenta uma bonita galilé de 3 arcos de acesso ao interior, de nave única, com 3 capelas de cada lado e uma de cada lado do transepto. Merecem destaque: a capela-mor setecentista em cujo altar, de mármore polícromo, coroado pelas armas reais, exibe a imagem de Nossa Senhora do Monte Olivete, orago do convento, ladeada pelas de São Bartolomeu, orago da paróquia, e de Santo Agostinho, fundador da ordem; e o património azulejar do século XVIII, em bom estado de conservação, retratando cenas religiosas, de corte, de montaria, de caça e do campo, que pode ser observado na sacristia, no átrio de entrada e na escadaria. Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento foi convertido no Recolhimento de Nossa Senhora do Amparo ou do Grilo, que antes estivera na Mouraria. A partir de 1897 toda a zona conventual foi adaptada para a instalação de indústria alimentar.



Antigo Convento de Xabregas









Convento fundado, em 1456,sobre as ruínas do antigo Paço de Xabregas, sob a invocação de Sta. Maria de Jesus, o qual foi entregue aos frades franciscanos, pelo que ficou mais conhecido por Convento de S. Francisco de Xabregas. Muito danificado pelo terramoto de 1755, foi demolido e totalmente reconstruído, ainda,na 2ª metade do séc. XVIII. A actual igreja, pombalina, apresenta planta oitavada, torre sineira recuada e fachada principal integralmente revestida de cantaria, delimitada lateralmente por pilastras lisas e rematada no topo por frontão com a pedra de armas de D. José.As dependências conventuais desenvolvem-se para ambos os lados da fachada da igreja. Na sequência da extinção das ordens religiosas a igreja foi profanada e saqueada, assim como o resto do edifício, perdendo-se o seu valioso recheio. Desde essa data a zona conventual conheceu sucessivas ocupações, nomeadamente serviu como quartel do exército, fábrica de tecidos, armazém de tabacos, foi transformada em unidade industrial, até que acolheu o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), desde 1988, enquanto que na antiga igreja barroca se instalou o Teatro Ibérico, desde 1980.



Viaduto de Xabregas











O viaduto de Xabregas, construído em 1854, foi projectado por John Sutherland e Valentine C. L.. 
A secção de vigas metálicas foi substituída em 1954.


Palácio Marquês de Nisa



As origens deste Palácio remontam ao reinado de Dom João IV. Na segunda metade do século XIX, o Palácio de Xabregas, muda de posse, deixando de pertencer ao último Marquês de Nisa, Dom Domingos Gama, vendendo esta propriedade a um particular (1862). No ano de 1867, o Estado faz a aquisição deste Palácio, instalando aqui o Asilo Dona Maria Pia. Neste mesmo ano, são feitas obras sumárias de reparação e adaptação. Sofre entretanto um incêndio, sendo novamente reedificado. Em 1871, determinam-se novas obras de restauro, sob a orientação do arquitecto João Maria Nepomuceno. Este exemplar arquitectónico na sua feição tipológica exterior de características neoclassizantes, não revela contudo as alterações interiores, que o descaracterizaram significativamente. Pormenores, como revestimentos em azulejo, permanecem contudo, datando as grandes épocas deste edifício. 

Convento da Madre de Deus



O Convento da Madre de Deus, outrora pertença da Ordem de Santa Clara, fica situado na zona oriental de Lisboa, e aloja actualmente o Museu Nacional do Azulejo. Mandado construir em 1509 pela Rainha Dona Leonor, mulher do Rei Dom João II, só cerca de 1550 é construída a actual igreja da Madre de Deus, por ordem do Rei Dom João III, sendo posteriormente decorada já nos reinados de Dom Pedro II, Dom João V e Dom José, entre finais do século XVII e meados do século XVIII.
Neste templo, a talha e os azulejos constituem um dos melhores exemplos do Barroco em Portugal.
Actualmente, a igreja da Madre de Deus é parte integrante do Museu Nacional do Azulejo, importante guardador de memórias da cultura portuguesa e também alberga nas suas instalações residências universitárias do ISCTE-IUL.
Integrou, em 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura.



LOCALIZAÇÃO

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Convento Nossa Senhora das Portas do Céu / Igreja Paroquial de Telheiras





A fundação deste convento e igreja remonta ao século XVII, por iniciativa de um príncipe cristão do Ceilão, Dom João de Cândia. Destronado dos seus domínios, ficou sob protecção dos frades franciscanos. Em 1625 recebeu as ordens sacras em Madrid, obtendo uma pensão eclesiástica de Filipe, rei de Espanha e de Portugal. Já em Lisboa, instituiu a Irmandade de Nossa Senhora da Porta do Céu, desconhecendo-se a data certa da fundação do convento sob a mesma invocação, em Telheiras, e que foi doado aos franciscanos. Decorrido mais de um século sobre a morte do fundador (1642), o edifício foi destruído pelo Terramoto de 1755. A sua reconstrução ficou concluída em 1768, reaproveitando-se muito da primitiva igreja de gosto tardo-maneirista. A partir do século XIX, tanto o convento como a igreja sofreram várias vicissitudes: em 1833, durante as guerras liberais, o convento foi ocupado pelas tropas do Marechal Saldanha e o seu recheio delapidado; em 1834, com a extinção das ordens religiosas, veio à posse do Estado e, em 1837, foi vendido em hasta pública, juntamente com a cerca; em 1910, a igreja foi encerrada e transformada em oficina de serralharia, enquanto que as dependências conventuais foram transformadas em taberna e habitação. A igreja voltou a reabrir ao culto em 1941, após obras de restauro. Em 2004 passou a ser igreja matriz paroquial com a criação da Paróquia de Telheiras. A classificação como Monumento de Interesse Público diz respeito apenas à Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu.






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